Financeiro

Os impactos da transformação digital no setor financeiro

6 de Novembro de 2019

por Supero

Tempo de leitura: 10 min

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Quando o assunto é inovação tecnológica, nem os segmentos mais tradicionais do mercado escapam. Veja neste post como os bancos digitais estão impactando o setor financeiro

Atualmente estamos experienciando o avanço da economia digital. Neste novo modelo, o consumidor é o centro das atenções. Empresas e organizações estudam o seu comportamento para poder atender às suas necessidades de maneira orientada, com ajuda da tecnologia. E o setor financeiro não escapou dessa mudança.

Hoje, há uma tendência remodelando o sistema financeiro: são as chamadas Fintechs, empresas modernas (majoritariamente startups) que usam a tecnologia como base para oferecer serviços financiais. O maior exemplo que temos dessas instituições no Brasil é o Nubank, pai do cartão roxinho que ganhou o coração (e o bolso) do mercado nos últimos tempos.

Entenda nas próximas linhas como o surgimento desses negócios, também conhecidos como bancos ou contas digitais, estão impactando o setor financeiro.

Transformação digital no setor financeiro: do offline para o online 

A transformação digital é um processo no qual as organizações incorporam a tecnologia às suas atividades para otimizar os resultados e aumentar o seu alcance, melhorando o desempenho do negócio como consequência. 

Diante do avanço tecnológico e do aprofundamento da globalização nos últimos anos, cada vez mais empresas e alternativas surgem no mercado. Em um ambiente altamente acirrado, sai na frente aquele que melhor consegue somar vantagens competitivas ao negócio. Nesse sentido, a transformação digital pode ajudar e deve ocorrer não só nos processos internos das empresas, mas também no seu relacionamento com o público e na forma de atendê-lo.

Por muito tempo, houve um abismo entre as instituições financeiras e a inovação tecnológica. Isso serviu de adubo para a semeadura e crescimento das Fintechs, empresas que usam a tecnologia para oferecer o que os clientes não estavam encontrando em bancos tradicionais. 

Como resposta a esse fenômeno, hoje os bancos comuns estão direcionando seus esforços para realizar a migração para as plataformas digitais. A tendência é que os serviços que outrora eram realizados apenas nas agências, de forma física, sejam disponibilizados no meio digital. 

Mas por que os bancos resistiram à transformação digital por tanto tempo?

Os bancos são instituições antigas e muito complexas. Você já parou para pensar no volume de dados de clientes, transações e operações que são registrados e utilizados todos os dias em um banco?

A infraestrutura que dá suporte a essas atividades não é simples. Muitas dessas instituições financeiras por exemplo, ainda possuem mainframes enormes, lotados de dados e gerenciados em Cobol (uma linguagem legada de programação). Uma transformação digital de impacto precisa inovar essa estrutura e encontrar meios que substituam essas bases de dados. 

Além disso, dado que os bancos surgiram anos antes do advento da internet, é preciso considerar que essas instituições cresceram sem o apoio do digital de certa forma. A mudança de mindset, principalmente em segmentos tradicionais, demora para ganhar forma e implicar em ações de mudança. 

Diante desses fatores, é compreensível o relativo “atraso” dessas organizações. Porém, como as contas digitais estão demonstrando, chegou a hora do setor financeiro aderir à transformação digital caso queiram continuar em alta no mercado.

Bancos x Fintechs: um ameaça a existência do outro?

É preciso esclarecer que os serviços fornecidos pelas fintechs já existem nos bancos comuns, o que muda é a forma de oferta e a relação com o consumidor. 

Nas contas digitais, a velocidade e agilidade oferecida são muito maiores que nas instituições tradicionais. Além disso, por tratarem-se de plataformas digitais, muitos custos de manutenção do espaço físico não existem, o que possibilita à esses negócios uma redução de taxas de serviço quando comparados com agências comuns.

Apesar das melhores tarifas e qualidade de serviços, as fintechs ainda enfrentam certa resistência de muitos consumidores. A confiança em tais instituições ainda está sendo construída, o que faz com que boa parte da população permaneça com os bancos tradicionais. 

Essa confiança se dá principalmente pela segurança de dados. Os bancos comuns ainda possuem uma estrutura mais robusta quando falamos de dados e segurança. Nessas instituições, é muito mais difícil ocorrer situações como a do Banco Inter, 1º banco 100% digital do Brasil que sofreu ataques de hackers e teve os dados de 100 mil correntistas vazados. 

Aqui também entra uma distinção de gerações. Os mais jovens, criados na revolução digital e adeptos à ela, se sentem acolhidos pelas contas digitais; já os de idade mais avançada, por costume ou confiança preferem se manter fiéis às instituições comuns. 

Mas é claro que não existe uma regra, existem todos os tipos de cliente em qualquer uma dessas organizações (e, muitos inclusive são clientes de mais de uma). Os bancos estão correndo atrás da modernização para evitar a perda de clientes e poder acolher cada vez mais parcelas da população. 

A lição que fica é que existe espaço para ambas as empresas coexistirem, mas é preciso que uma aprenda com a outra e estejam em constante evolução para destacarem-se da concorrência.

Como o surgimento dos bancos digitais está impactando o setor financeiro

Engana-se quem pensa que com o surgimento das fintechs os bancos tradicionais ficaram para trás. O que acontece é o contrário: a emergência desses negócios serviu de trampolim para a inovação do setor financeiro.

Quando os bancos se viram perdendo clientes para as contas digitais, porque estas tinham uma entrega de valor maior, perceberam que era hora de se modernizar. Assim, muitas instituições começaram a traçar planos de ação para mesclar os serviços padrão com a tecnologia. 

Hoje, os principais bancos já possuem aplicativos mobile, por exemplo. Desenvolvidos para facilitar a vida dos clientes, esses apps oferecem ao usuário mais comodidade para pagar contas, fazer transferências e monitorar os gastos.

A inovação também está presente nos processos internos dos bancos. Graças ao advento de tecnologias como Big Data e Advanced Analytics, essas instituições podem usar dados para obter insights valiosos. 

Essas informações são usadas não só na análise de comportamento dos clientes, mas também em uma avaliação de riscos mais assertiva. É possível melhorar a experiência do cliente e oferecer soluções mais adequadas para o seu perfil, além de também avaliar melhor os cenários antes de conceder um empréstimo, por exemplo.

Atualmente, as instituições do setor financeiro assumem a liderança por muitos aspectos inovativos quando o assunto é transformação digital.

Gostou do artigo e tem interesse em ler mais sobre esse mercado? Então confira também o nosso post Gamificação no setor financeiro para engajar clientes e busque a tag financeiro em nosso blog para ver mais conteúdos. Boa leitura!


Escrito por Supero Editor dos conteúdos do blog da Supero.

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