Financeiro

Quais as perspectivas do mercado financeiro brasileiro para os próximos anos?

30 de Dezembro de 2019

por Supero

Tempo de leitura: 9 min

Voltar

Veja quais as previsões dos especialistas em mercado financeiro para o futuro do setor

Nos últimos anos, o mercado financeiro vem se remodelando. Os acontecimentos políticos e econômicos no Brasil, a emergência das Fintechs e a inovação tecnológica são alguns dos fatores que se cruzaram e estão impulsionando melhorias e mudanças no setor financeiro.

E diante de tanta dinamicidade, o que podemos esperar desse segmento para os próximos anos? É isso que discutiremos neste artigo. 

Otimismo é o semblante da vez no mercado financeiro

Nos dias 22 e 23 de novembro de 2019 aconteceu a quarta edição do maior evento de investimentos do mundo, o Expert Talks, realizada pela XP Investimentos. Esse ano o evento contou com 200 palestrantes e mais de 60 horas de conteúdo, e os insights são relevantes para todo o mercado. 

Os comentários gerais dos economistas e analistas de mercado financeiro presentes indicaram um grande otimismo em relação à economia brasileira. Para os especialistas, essa positividade é consequência da Reforma da Previdência, que foi aprovada recentemente e acalmou o medo de um iminente colapso fiscal.

Outros fatores que contribuem para essa visão são as taxas de juros, que estão em uma baixa histórica recente e a inflação, que também se encontra em um momento de declínio.

E os investidores estrangeiros?

As empresas estão cortando gastos, renegociando dívidas, se apoiando na tecnologia para aumentar a produtividade e estão mais saudáveis hoje do que estavam há alguns anos. É claro que o Brasil ainda possui um longo caminho para percorrer se quiser de fato recuperar a economia, mas frente aos avanços, por que ainda não vemos os investidores externos adentrar o país?

Segundo especialistas, porque o Brasil ainda está em fase de recuperação econômica, e não de crescimento. “Quando olha o Brasil, o gringo pede crescimento ou retorno. Não temos ambos ainda. O gringo, então, senta e espera. Quando vier o crescimento econômico, aí entra. Acreditamos que nos próximos meses começa a acelerar”, diz João Braga, assessor da XP.

A primeira vista essa situação pode parecer desanimadora, mas na verdade ela é positiva, como aponta Luis Felipe Amaral, da Equitas (gestora de fundos especializada em renda variável). O gestor acredita que o temporário distanciamento do investidor estrangeiro no país abre portas para os investidores locais negociarem ativos longe da influência de preços da competição externa.

“Everything” as a service

Nas últimas décadas, observamos a flexibilização de diferentes vertentes do setor de serviços. Muitas empresas, independente do segmento, redesenharam seu modelo de negócios para atender as novas formas de compra e venda da atualidade, focando cada vez mais nas necessidades do consumidor.

No mercado financeiro não é diferente. As instituições da área estão desenvolvendo pacotes de serviços com maior possibilidade de personalização, visando atender as peculiaridades de cada cliente. Essa é uma arma poderosa para conquistar e reter clientes, especialmente os mais jovens.

Essa lógica ficou conhecida como everything as a service. A tendência de se abandonar os modelos tradicionais e rígidos de vendas é crescente: para engajar os consumidores a utilizar os serviços financeiros das empresas é preciso ampliar sua flexibilização. A Nubank, por exemplo, é uma instituição que vem fazendo isso muito bem.

Computação cognitiva e Inteligência Artificial

A Pesquisa de Tecnologia Bancária da FEBRABAN revelou que 80% dos bancos respondentes da pesquisa investem em Computação cognitiva e Inteligência Artificial (IA) - tecnologias que se complementam muito bem.

A computação cognitiva consiste na capacidade das máquinas de pensar de forma semelhante aos humanos. No mercado financeiro, o uso desta tecnologia aumenta a habilidade de processar informações relativas ao comportamento do cliente, principalmente quando associada à IA. Por meio dessa associação, as instituições podem realizar previsões e análises financeiras dos clientes em larga escala.

A automação de processos já é uma realidade e promete estar presente em cada vez mais empresas nos próximos anos, especialmente no mercado financeiro. Com soluções de TI inteligentes, as instituições desse segmento podem reduzir erros humanos, aumentar a produtividade, realizar mais operações em menos tempo e atingir um novo patamar de performance.

Ao eliminar os custos operacionais e a necessidade de interação humana com diversos processos, as empresas estarão aptas a direcionar toda sua atenção para o que realmente importa: a prestação de serviços e realização de tarefas vitais para o core business do negócio.

Blockchain e segurança de dados

Você provavelmente já ouviu falar nas famosas bitcoins. A criptomoeda se popularizou nos últimos anos e não para de valorizar. O sucesso é tanto que muitas instituições financeiras já adicionaram o bitcoin ao seu portfólio de investimento.

Mas o “legado” mais importante dessa moeda é o seu mecanismo antifraude. Também chamado de blockchain, esse elemento é composto por cadeias de blocos que têm o objetivo de tornar o uso da criptomoeda mais seguro.

Funciona assim: todas as transações realizadas pelo bitcoin são guardadas nessas cadeias, mas elas são distribuídas de forma descentralizada. Ou seja, todos que estão conectados à rede da criptomoeda têm acesso ao blockchain. Para evitar as fraudes, cada bloco é salvo com uma criptografia complexa

Se algum entusiasta tentar realizar um pagamento com a moeda de outra pessoa, os blocos que antecedem e sucedem o bloco fraudado não perdem a sua integridade. Isso faz com que a tentativa de fraude seja identificada rapidamente.

Para os próximos anos, o mercado deve aprimorar o funcionamento dos blockchains e desenvolver novos modos de segurança de dados - principalmente das criptomoedas. Falamos mais sobre isso neste post, não deixe de conferir.

O Big Data veio para ficar

O Big Data não é apenas uma tendência, já é realidade em muitas empresas e o responsável por tornar possível grande parte do remodelamento do mercado financeiro. 

Seu uso, quando associado com outras tecnologias preditivas e de análise, vem sendo muito útil para compreender melhor as necessidades do consumidor, controlar e combater fraudes e melhorar a experiência dos clientes.

Pautado nos 5V’s (volume, veracidade, valor, variedade e velocidade), o Big Data ganhou importância devido à sua alta capacidade de analisar os algoritmos presentes em uma transação. Em um mercado onde os mínimos detalhes são essenciais, contar com a ajuda desta ferramenta não é mais um diferencial ou desejável, mas sim uma necessidade.

O insight que temos então, é que as perspectivas do mercado financeiro para o futuro são otimistas. Tanto empresas quanto clientes do setor podem esperar uma maior flexibilização, segurança das informações e aplicações da tecnologia para melhorar os serviços.

Gostou do artigo? Então leia também sobre os impactos da transformação digital no setor financeiro. 


Escrito por Supero Editor dos conteúdos do blog da Supero.

Outras Postagens

Crie soluções personalizadas e integradaspara todas as áreas da sua empresa

Quero Saber mais

Fique Atualizado Assine nossa Newsletter

Trabalhe Conosco Junte-se ao melhor Time!

Se você está em busca de um ambiente descontraído, cheio de oportunidades de crescimento e em constante evolução, venha para o Time Supero!

Saiba Mais

Cadastro por interesse

Nosso time está pronto para entender o seu negócio e auxiliá-lo a encontrar a melhor solução.

Deixe seu melhor e-mail abaixo que entraremos em contato.

Indique este post para alguém...