Inovação

Saúde 4.0 x Saúde 5.0: o que mudou com o uso de tecnologia no segmento

1 de Abril de 2021

por Gabriela

Tempo de leitura: 8 min.

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Entenda como os avanços tecnológicos na saúde, a partir de uma maior conectividade, proporcionam ao paciente mais qualidade de vida e autonomia nos tratamentos médicos.

Baseada em um modelo em que tecnologias como inteligência artificial, big data e internet das coisas são usadas para criar soluções com foco no bem estar do paciente, a Saúde 5.0 chega para conectar todo o sistema de saúde.

Se, antes, a Saúde 4.0 surgiu para incorporar as tecnologias à medicina, a fim de proporcionar aos pacientes diagnósticos e tratamentos mais rápidos e precisos, com a ajuda de algoritmos inteligentes, a Saúde 5.0 trouxe mais conectividade à saúde.

Assegurando que todas as informações da jornada do paciente sejam partilhadas em larga escala com os envolvidos, incluindo o próprio paciente que, com acesso a dados de qualidade, pode opinar e expressar suas vontades, a Saúde 5.0, ao que tudo indica, veio para revolucionar o setor da saúde.

Dessa forma, o paciente é colocado no centro das discussões, assumindo um papel de indivíduo autônomo e atuando como protagonista do processo para, em conjunto com os demais agentes da saúde, definir as melhores práticas, a fim de garantir mais qualidade de vida para si mesmo.

Assim, com um tratamento mais eficaz, sem interesses secundários, um dos maiores benefícios da Saúde 5.0 é a assertividade em todas as etapas de promoção da saúde, proporcionando agilidade, qualidade e segurança de dados.

Segurança das informações na saúde 5.0

Sendo a área da saúde uma das maiores geradoras de informações sensíveis e confidenciais, o cuidado no manuseio e disponibilização desses dados é imprescindível. 

Por isso, ao existir conectividade com uma grande quantidade de compartilhamento de informações, é natural que haja também uma preocupação sobre a segurança de todos esses dados. 

Neste sentido, as instituições de saúde devem se preparar e se organizar para gerenciar não apenas o volume destas informações, mas também a granularidade dos dados.

E isso, até mesmo, pensando em estar em conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que  deve ser minuciosamente analisada e cumprida pelas instituições no recolhimento dos dados, deixando claras as regras de compartilhamento, bem como seu propósito.

Hoje já é realidade, em instituições médicas brasileiras, que uma série de informações estejam seguras, por meio de dispositivos com inteligência artificial.

Afinal, a tecnologia possibilita que dados pessoais de pacientes circulem em ambientes criptografados e apenas para fins médicos, assegurando a privacidade e a segurança das informações. 

Inclusive, durante a atual pandemia do novo coronavírus, pode-se observar que a disponibilidade de dados foi essencial para o enfrentamento à doença.

Leia também: IoT nos hospitais: aplicações, benefícios e estratégias

Saúde 5.0 na pandemia da COVID-19

A pandemia da Covid-19 evidenciou para as instituições de saúde a necessidade de ter uma medicina mais estratégica, com atuação estruturada e organizada para a prestação dos serviços a distância, com a Telemedicina.

Para o Dr. Chao Lung Wen, líder do grupo de pesquisa em Telemedicina da USP, professor da FMUSP e reconhecida autoridade no assunto, a Telemedicina é irreversível em razão da própria transformação digital da sociedade, que ganhou um impulso extraordinário no momento em que vivemos. 

Em recente webinar promovido pela SYNNEX Comstor, o Dr. Chao falou da questão da conectividade, que no Brasil caminha para a tecnologia 5G, com a evolução para casas conectadas, que se relaciona diretamente com a Internet das Coisas Médicas.

Nesse sentido, ele acredita que as empresas que fornecem tecnologias e os profissionais que desenvolvem soluções específicas para a saúde têm muito a contribuir. 

Infelizmente, é sabido que a Telemedicina ainda não é uma realidade para a maioria dos brasileiros, pois requer uma série de elementos ainda pouco utilizados no país, como aparelhos que possam se conectar com a casa das pessoas para aferir condições específicas de cada paciente

Entretanto, já existem avanços nessa direção, apesar de que ainda há muito o que evoluir. A pandemia do novo coronavírus revelou a importância da Saúde 5.0, mas também enfatizou os desafios.

Um exemplo é que com os sistemas comuns de conferência, hoje, o próprio contato visual, tão importante para a avaliação diagnóstica, se perde enquanto o médico navega em busca de informações.

A ideia da Saúde 5.0 é justamente auxiliar em questões como essa e oferecer às instituições médicas um sistema inteligente e seguro, que evite a redundância de dados e que seja capaz de aplicar as regras de negócios dos sistemas internos. 

Além disso, o objetivo também é cuidar da chamada ao paciente, desde o seu agendamento, de forma on-line, até uma consulta simples, sem esforço, proporcionando ao médico o acesso a todos os dados referentes ao cliente em atendimento

A coleta de informações a cada momento da interação é um outro ponto importante que permitirá ao médico adotar decisões com base em dados sempre atualizados.

O que se precisa agora para que a Saúde 5.0 seja colocada em prática é acelerar o desenvolvimento de novas plataformas que sejam seguras e de fácil utilização, em benefício da instituição e do médico, mas principalmente do paciente.

Afinal, na Saúde 5.0, o foco não é apenas tratar doenças, mas promover a qualidade de vida do paciente com o auxílio da tecnologia.

Confira: 8 aplicações de tecnologias emergentes no combate à pandemia

Tendências de tecnologia na Saúde 5.0

Pautada no conceito de adotar tecnologias baseadas em dados, a favor do bem estar social, como mencionado anteriormente, a Saúde 5.0 visa colocar o ser humano como principal beneficiário da inovação e da transformação digital.

Assim, relacionamos, abaixo, 5 tendências de tecnologia na saúde que devem impactar o setor e a população brasileira, nos próximos anos.

1. Digitalização dos processos

Serviços como prontuário eletrônico, prescrição eletrônica, sistemas de gestão médica e softwares para farmácias já são realidade em setores como a radiologia. 

Desse modo, esse segmento pode servir de modelo para que as demais especialidades médicas modifiquem a sua cultura e insiram a tecnologia em muitas de suas operações.

2. Utilização de data analytics

Os dados podem servir para fazer a análise preditiva de doenças, scores de risco, pré-diagnósticos e probabilidades de ocorrência de sintomas.

Dessa forma, o trabalho para desenvolver e utilizar os recursos de data analytics deve ser realizado em parceria entre médicos e profissionais de TI, que conhecem os sistemas.

3. Unificação de dados

Quanto mais dados os médicos tiverem acesso, melhor, uma vez que poderão fazer estudos mais aprofundados e dar um diagnóstico mais completo aos pacientes. 

Isso já é possível com o uso de tecnologias como as ferramentas de blockchain. Lembrando sempre de questões como a privacidade e o sigilo de determinadas informações.

4. Inteligência Artificial

O uso da inteligência artificial vem sendo muito aplicado na medicina e deverá se desenvolver ainda mais, o que pode possibilitar economia no setor de saúde. 

Afinal, sistemas inteligentes podem fazer a varredura de dados coletados em um exame de maneira até 150 vezes mais rápida do que um humano. Isso sem contar com a precisão.

5. Realidade virtual e aumentada

Os recursos de realidade virtual e realidade aumentada contribuem para que os estudantes de medicina, por exemplo, possam aprender a executar procedimentos perigosos e delicados, como cirurgias cardíacas, sem colocar em risco o paciente.

Isso é excelente para que erros médicos sejam cada vez menos frequentes.

Saúde 5.0: jornada de transformação digital

Conclui-se, portanto, que estabelecimentos de saúde que iniciarem os investimentos em tecnologia mais cedo, terão mais facilidade em conquistar resultados positivos no futuro, uma vez que se diferenciam da concorrência e ganham a preferência dos usuários.

Afinal, as tendências globais de tecnologia na saúde avançam em ritmo acelerado. E, cada vez mais, devem modificar a forma como é pensado os cuidados com o ser humano.

Contudo, entende-se que a Saúde 5.0 surge para melhorar a qualidade do atendimento médico, oferecendo mais segurança aos profissionais e proporcionando uma melhor experiência ao paciente, que recebe cuidados mais personalizados e eficientes.

Para investir em soluções de TI focadas no setor da saúde, agende uma conversa com um consultor especializado e veja todas as possibilidades de ter tecnologias aplicadas ao seu estabelecimento, a fim de estar preparado e equipado para as inovações da medicina.









Escrito por Gabriela

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